Visitantes

3.245

Vereador Cláudio Carvalho volta a denunciar consórcio Andrade Gutierrez

Fonte: O Rondoniense

Foto: O Rondoniense

O vereador Cláudio Carvalho (PT) usou à tribuna da Câmara Municipal na manhã desta terça-feira (02.03) e voltou a denunciar o consórcio Andrade Gutierrez, que executa obras de água tratada nas ruas da Capital. De acordo com o parlamentar, trechos da avenida José Vieira Caúla, Rio Madeira, Buenos Aires, bairro Embratel, estão todas prejudicando moradores e condutores que trafegam pelas vias, devido a falta de compactação que seria para ser executada pelo consórcio responsável.

O líder da bancada do PT, acrescentou que o consorcio já recebeu recurso, mas que até o momento não cumpriu com o acordo, deixando o trabalho pela metade. “O consórcio abrem as valas e não fecham e mesmo assim vem recebendo”, aponta Cláudio Carvalho.

Segundo Cláudio Carvalho, o governo do estado liberou aditivo no valor de 3milhões de reais para o consórcio Andrade Gutierrez. “O meu medo é que a construtora receba todo montante e não chega a terminar a execução da obra”, finaliza.

Confira nota em que o vereador pede investigação de irregularidades no processo de licitação das obras e a não recuperação de ruas danificadas pela rede

O promotor público Reginaldo Trindade, responsável pelas investigações sobre as denúncias de irregularidades nas obras de saneamento da Capital, disse ontem que só irá se manifestar após a conclusão das investigaçõs. As denúncias de irregularidades na obra que está sendo administrada pela Secretaria de Estado de Planejamento (Seplan) e executada pelo consórcio Cowan, foram apresentadas pelo vereador José Cláudio Nogueira de Carvalho, do Partido dos Trabalhadores (PT) da Capital. Sendo duas denúncias apresentadas no MPF e uma no MPE.
Segundo uma das denúncias apresentadas pelo vereador no MPF, as obras e serviços do sistema de saneamento básico da cidade de Porto Velho. Na primeira denúncia, Carvalho destaca que ocorreram diversas irregularidades, ilegalidades e até mesmo crime nas concorrências públicas n. 042/08 CPLO/SUPER/RO e 009/09/CPLO/SUPEL/RO. “O que fizeram é crime contra a população de Porto Velho, isto não pode ficar impune.

O edital feriu os princípios constitucionais, cuja amplitude limitou a competitividade, impedindo a participação de um maior número de empresas interessadas no processo licitatório”, ressalta o vereador no documento da denúncia, que também levanta a hipótese de superfaturamento nos termos aditivos. A outra denúnca é a de que a empresa contratada para efetuar o serviço, ao término das suas obras, deixa as ruas completamente destruídas.

A construtora Andrade Gutierrez diz que não irá se manifestar a respeito da denúncia, pois quem está responsável para falar sobre isso é o engenheiro Vagner Zacarini, gerente de desenvolvimento e infraestrutura da Seplan. Por telefone, o engenheiro ressaltou que não existe nenhuma irregularidade nas obras, que não estão sabendo das denúncias e que se existentes são infundadas.

Ele destacou também que o Tribunal de Contas da União já se manifestou dizendo que não há nenhuma irregularidade. “Tivemos uma reunião com o Ministério Público e eles estão acompanhando as obras de perto desde o processo de licitação. O que temos são problemas corriqueiros que ocorrem em qualquer obra e estão sendo acompanhados e sanados”, afirmou Zacarini.

Licitação
O MPF, no entanto, deve investigar outros pontos do processo: a publicação do edital contendo o objeto da licitação de forma restrita; projeto básico desconhecido e ainda não aprovado na primeira e demais fases de licitações; a exigência indevida de pré-qualificação; permissão de consórcios desde que constituídos por apenas duas empresas; indícios de conluio entre os licitantes e de sobrepreço, além da majoração do valor da licitação, após fase de pré qualificação. Carvalho deseja que os órgãos competentes apurem os fatos para que se faça justiça, alegando que um fato como este não pode cair na impunidade.

Na segunda denúncia, encaminhada ao procurador Francisco Marinho, também do MPF, constam as diversas irregularidades e ilegalidades contidas na Concorrência Pública n. 020/08/CPLO/SUPEL/RO referente à contratação de empresas para execução de obras e serviços de ampliação e melhorias no sistema de abastecimento de água de Porto Velho. Segundo o vereador, o edital feriu princípios constitucionais, entre os quais os de isonomia, da legalidade, moralidade e da impessoalidade, além de ferir vários artigos da lei n° 8.666/93.

Ministério Estadual
Já na terceira e última ação, impetrada no dia 21 de agosto no Ministério Público Estadual, Carvalho pede providências imediatas no âmbito civil, penal e administrativo contra a Construtora Andrade Gutierrez S/A e a Secretaria de Estado do Planejamento e Coordenação Geral (Seplan), como forma de punir os responsáveis pela destruição das ruas de Porto Velho.

De acordo com o presidente do partido dos trabalhadores, Tácito Pereira o vereador Cláudio Carvalho não quer parar as obras ele apenas deseja que o processo seja auditado pelo Ministério e que se tiver algo errado, sejam punidos os culpados. “No primeiro momento ele quer saber por que não houve projeto básico de licitação, em segundo denunciar que as empresas contratadas não estão fazendo um trabalho decente e por último quer saber por que quase toda obra já foi paga e nem metade dos trabalhos foram realizados”, destaca Tácito.

A maior parte dos moradores de Porto Velho nunca esteve em Extrema

Fonte: Rondonoticias

Entrevista – 09/02/10 11:47

O vereador Cláudio Carvalho (PT-Porto Velho) explicou que foi o único a votar contra a implantação do mototáxi na capital devido à sua ligação com taxistas e funcionários de empresas de ônibus. Ele também defende a emancipação da Ponta do Abunã e o voto pelo sim no dia 28. Acompanhe a entrevista:

Rondonoticias: O senhor foi o único vereador a votar contra a implantação do mototáxi em Porto Velho, na segunda vez que a matéria foi apreciada na Câmara Municipal, mesmo sabendo que iria perder. Na primeira vez, outros vereadores votaram contra. Por que o senhor não mudou de lado?

Cláudio Carvalho: Eu tenho uma origem ligada ao transportes. Fui dirigente do Sindicato dos Motoristas de Ônibus e Cobradores durante 11 anos. Tenho um compromisso com esse pessoal. Quando fui secretário de Transportes de Porto Velho fiz um trabalho com taxistas, uma classe muito sofrida, que merece nosso respeito. Acabei me ligando à categoria. Eu não poderia abandonar essas pessoas.

Rondonoticias: O senhor também dizia que o mototáxi é perigoso…

Cláudio Carvalho: Justamente. Fiquei praticamente quatro anos na Secretaria Municipal de Transportes e Trânsito (Semtran) e vi que o número de acidentes é alarmante. Em todo o Brasil temos problemas, mas aqui é muito perigoso. Entendo que esse tipo de transporte traz problemas. Mas sei que a maioria dos taxistas são pessoas de bem e pais de famíalia.

Rondonoticias: Agora o senhor não é mais contra o mototáxi?

Cláudio Carvalho: Agora o mototáxi está regulamentado. A fase de discussão já passou. Agora é preciso entregar as placas aos mototaxistas. A população precisa ajudar a fiscalizar, para que pessoas de bem atuem nesse setor.

Rondonoticias: A Semtran tinha dificuldades para fiscalizar o mototáxi porque não havia um convênio com a Polícia Militar. Agora, o convênio foi finalmente assinado. Já há condições de fiscalizar a atividade?

Cláudio Carvalho: O convênio com a Polícia Militar não apresenta tanta resultado como muita gente espera, porque o contingente da PM é pequeno. Não é por culpa dos policiais, que desenvolvem todo o esforço possível. O governo é que precisa contratar mais gente.

Rondonoticias: Então nada vai mudar no trânsito?

Cláudio Carvalho: Vai, sim. O convênio com a PM já ajuda, mas nos próximos dias entre 60 e 80 agentes municipais de trânsito estarão entrando em atividade.

Rondonoticias: Assim, também haverá uma fiscalização rigorosa na atividade de mototáxi?

Cláudio Carvalho: A fiscalização deve ser em relação ao transporte e trânsito em geral. No tocante ao mototáxi, é preciso disciplinar algumas coisas. A atividade está regulamentada. Não é qualquer um que pode colocar um colete e sair transportando passageiros de moto. Esse serviço deve ser prestado por pessoas de bem, cobrando um valor justo. Defendo que seja colocado um mototaxímetro, da mesma forma que existe o taxímetro.

Rondonoticias: O senhor havia dito que a atividade de mototáxi prejudicou muitos taxistas, que não tiveram condições de pagar o financiamento bancário dos veículos e ficaram sem o automóvel. Com a regulamentação, esse problema acaba?

Cláudio Carvalho: Ao todo, 574 pessoas serão contempladas com as placas para a atividade de mototáxi. Será preciso fiscalizar, para que as pessoas que não receberem as placas parem de exercer a atividade. Com cerca de três mil mototaxistas trabalhando irregularmente, diversos taxistas perderam os automóveis. A frota de táxi foi renovada e as prestações estão entre R$ 800,00 e R$ 1.500,00. Isso foi bom para o usuário, mas o movimento na praça caiu devido ao mototáxi irregular.

Rondonoticias: Falando agora de trânsito, o corredor para ônibus que será aberto na avenida 7 de Setembro vai melhorar o fluxo de veículos?

Cláudio Carvalho: Tanto dos carros de passeio quanto de ônibus. Um estudo da Semtran revela que os ônibus perdem em média nove minutos na 7 de Setembro, em cada percurso. Com o corredor, o percurso dos ônibus ficará mais rápido, principalmente nos horários de pico.

Rondonoticias: O senhor também está envolvido em outro projeto, que é ajudar moradores de Extrema a conseguir a emancipação do distrito. Por que decidiu se envolver nesse projeto?

Cláudio Carvalho: Fui bem votado em Extrema e não abandonei aquela base. Conheço a história do distrito. Os moradores tentam a emancipação desde 1988. Assim, decidi ajudar a comissão que trabalha pelo sim.

Rondonoticias: Os eleitores de Porto Velho e dos distritos irão às urnas no dia 28, para votar pelo sim ou pelo não. Esses eleitores estão conscientes da real situação de Extrema?

Cláudio Carvalho: A maior parte dos moradores de Porto Velho nunca foi em Extrema. Acho injusto que pessoas que desconhecem a realidade de um distrito decidam seu destino, mas como a lei precisa ser cumprida, resolvi colaborar e mostrar aos moradores de Porto Velho que o distrito precisa ser emancipado.

Rondonoticias: A Ponta do Abunã tem condições de sobreviver como município?

Cláudio Carvalho: Não só de sobreviver, mas também de se desenvolver. Na região moram cerca de 30 mil pessoas. É uma população maior do que a de alguns municípios de Rondônia.

Ultimas notícias publicadas no site